Não se sabe ao certo porque a sociedade gosta de colecionar coisas. Coisas raras, antigas, de valor artístico consagrado, produzidas por grandes nomes da pintura, literatura, música, etc. é bem simples de entender, e quanto mais museus existirem mais a civilização ganha com isso. Ocorre que existem muitos colecionadores pelo mundo, em diferentes países, que exibem artefatos, objetos e a memória de diferentes tipos de bizarrices. Como o Museu do Lixo (CRRA Trash Museum) em Connecticut (EUA), onde você pode, por exemplo, conhecer o Trash-o-saurus, um dinossauro feito com uma tonelada de lixo. Ou, talvez, o Museu da Batata Frita (Frietmuseum), na Bélgica, que reivindica o direito de mostrar “de forma didática” a importância desse prato exorcizado por grande parte dos médicos.
As peças contam a história da batata desde a sua origem, no Peru, até a chegada à Europa pelas mãos dos conquistadores espanhóis, e a popularização pelo mundo. O Frietmuseum também apresenta equipamentos, objetos, cerâmicas e toda a sorte de quinquilharias que fizeram da batata frita um dos pratos mais requisitados no Ocidente.
E o que dizer de um Museu de Coleira de Cachorros? Isso mesmo, trata-se do “Dog Collar Museum”, no Reino Unido. Nele você encontra coleiras do século XV, XVII, verdadeiras blindagens para proteger as “vulneráveis gargantas” dos cães de caça, que eram atacados por lobos, ursos, javalis, etc. Dizem os curadores do museu que algumas das peças são verdadeiras obras de arte.
Mas se você gosta de fortes emoções, tente o “Vibrator Museum and Masturbation Hall of Fame”, em São Francisco (EUA), que, óbvio, dispensa mais explicações. Ou pode ser interessante você dar um pulo no “The Museum of Bad Art”, que desde 1993 coleciona algumas centenas de peças de arte qualificadas como “ruins, muito ruins”. Visitá-lo, ainda que pela Web, é no mínimo hilário. E que tal um museu de banheiros? Tente o “Sulabh Museum of Toilets”, na Índia, que mostra algo no mínimo curioso:
uma coleção de aparelhos sanitários dos séculos passados, época em que ter banheiro era algo incomum e quase sempre localizado nas casas da aristocracia. Os que se ligam em super-bizarrices podem se fartar no “Museu Acredite Se Quiser” (Ripley’s Believe It Or Not! Odditorium), isso mesmo, você adivinhou, é inspirado no programa de TV da década de 80, do mesmo nome, e apresentado pelo ator Jack Palance.
Enfim, colecionar itens exóticos pode render um bom lucro. Se você tem em casa uma coleçãozinha dessas, por exemplo, de “abridores de lata enferrujados do século XIX”, anime-se, expô-los pode ser a sua redenção financeira.

Fonte: Blog da Cultura
Por Izabelle Felix